Livros de Ciência Política

LivrosA Ciência Política, assim como todos os cursos acadêmicos, tem sua literatura obrigatória e complementar. Aqui você encontra alguns dos títulos para ter uma construção qualitativa sobre o tema, porém, são vários títulos de importante leitura. Aos poucos vamos colocando na página, sejam em PDF ou apenas os títulos para consultas em bibliotecas e livrarias:

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A Democracia na América (Alexis de Tocqueville)

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A Política (Aristóteles)

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A Ideologia Alemã (Friedrich Engels e Karl Marx)

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Livro por Direito e Estado no pensamento de Emanuel Kant (Norberto Bobbio)

 

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O Príncipe (Maquiavel)

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Ciência Política (Paulo Bonavides)

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O que é Dialética? (Leandro Konder)

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O que é Ideologia? (Marilena Chaui)

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Os Clássicos da Política Vol. 1 (Vários Autores)

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Os Clássicos da Política Vol. 2 (Vários Autores)

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Um Toque de Clássicos (Vários Autores)

Equipe Ciências Sociais Uninove

Conteúdo para Projeto Integrador em Antropologia

Esta postagem aborda o tema central do Projeto Integrador – 4º Semestre 2016 – Antropologia Brasileira – Darcy Ribeiro

O Projeto Integrador do 4º Semestre de 2016 terá como tema principal a obra de Darcy Ribeiro (O povo brasileiro), com leitura direcionada para quatro capítulos específicos, intercalando as análises das leituras com outras obras literárias e filmes.

Pensando em auxiliar na busca do material solicitado pela professora orientadora (Simone Barbanti), preparamos esse “mimo” para os alunos!😉 O conteúdo necessário para desenvolver todos os projetos estão centralizados aqui:

GRUPO BRASIL CABOCLO

Leitura: “O povo brasileiro” (capítulo Brasil Caboclo) e o romance “Maíra”, ambos de Darcy Ribeiro.

GRUPO BRASIL SERTANEJO

Leitura: “O povo brasileiro” (capítulo Brasil Sertanejo) e o romance: “Vidas Secas”(Graciliano Ramos).

Como apoio, tem publicado o filme Vidas Secas (de Nelson Pereira dos Santos, 1963), mas é apenas para apoio, o trabalho será baseado na leitura (na íntegra) do romance:

GRUPO BRASIL CRIOULO

Leitura: “O povo brasileiro” (capítulo Brasil Criolo) e assistir ao filme: Quilombo (de Carlos Diegues, 1984):

GRUPO BRASIL CAIPIRA

Leitura: “O povo brasileiro” (capítulo Brasil Caipira) e assistir ao filme: A marvada Carne (de André Klotzel, 1985):

GRUPO BRASIS GAÚCHOS

Leitura: “O povo brasileiro” (capítulo Brasil Caipira) e assistir ao filme: Netto perde sua alma (de Tabajara Ruas, 2001):

*Para este grupo, o documentário pode ser usado como material de apoio: Documentário: O Rio Grade do Sul – Jorge Furtado

Boa sorte para todos os alunos!😉

Equipe Ciências Sociais Uninove

Qual a diferença entre Bacharelado e Licenciatura para as Ciências Sociais?

duvidas-bacharel-ou-Licenciatura-Ciencias-Sociais

Recebemos uma dúvida do nosso leitor Josemar Cruz (dúvida enviada no Fale Conosco): Qual é a diferença entre a graduação em Bacharel e a graduação em Licenciatura?

Essa pergunta é uma constante entre as pessoas que se interessam por Ciências Sociais e, também, entre os alunos que já fazem parte do curso, seja no Bacharel ou seja na Licenciatura. A diferença é simples de explicar:

Pesquisa-campo-Sociologo

GRADUAÇÃO EM BACHAREL – Quando o estudante opta por cursar Ciências Sociais – Bacharel, significa que será o profissional gabaritado em: desenvolver e assinar pesquisa de campo e elaborar relatórios e/ou estudos sociais, a formação é de Sociólogo. O conteúdo do curso é aprofundado e direcionado aos autores da Sociologia, Política e Antropologia. O Bacharel não está apto a dar aula, pois o curso não contempla o conteúdo da Pedagogia.

Licenciatura-Ciencias-SociaisGRADUAÇÃO EM LICENCIATURA  – Quando o estudante opta por cursar Ciências Sociais – Licenciatura, significa que será o Professor de Sociologia no Ensino Médio, público ou privado. Para ser Professor Universitário, precisará de Pós-graduação (algumas faculdades privadas aceitam pós-graduados em sua grade docente) ou Mestrado (nas universidades públicas e federais, apenas os diplomados no Mestrado são selecionados). O conteúdo do curso é divido entre disciplinas da Pedagogia e Sociologia. O Professor não é considerado Sociólogo, não pode assinar pesquisas e/ou desenvolver relatórios e/ou estudos sociais.

É importante informar que, para o Bacharel dar aula, ele precisará da Licenciatura. Existe o curso: Licenciatura para Bacharel. Para o professor ser Sociólogo, ele precisará fazer o Bacharelado, porém, não existe o curso que faz o caminho contrário, ou seja, Bacharel para Licenciados. Neste caso, terá que fazer a graduação em Bacharel e eliminar as disciplinas que já foram abordadas na Licenciatura.

Agora está claro, né? Vem para as Sociais!!!

Por Cinthia Almeida

Um breve relato sobre Darcy Ribeiro

Esta postagem aborda o tema central do Projeto Integrador – 4º Semestre 2016 – Antropologia Brasileira – Darcy Ribeiro

DarcyRibeiro

Falar de Darcy Ribeiro não é uma tarefa fácil! Ainda mais quando se trata de uma postagem que tem, apenas, a humilde intenção de citar seu nome. Para escrever sobre ele, requer muito mais do que duas ou quatro linhas, acredito até que, seriam necessárias muitas vidas para chegar perto de tudo que ele representou para a cultura brasileira e o legado que deixou!

Nascido em 26 de outubro de 1922 (faleceu em 17 de fevereiro de 1997) , na cidade de Montes Claros (Minas Gerais – MG), Darcy foi antropólogo, ensaísta, romancista e político. Autor de grandes obras literárias, como: O processo civilizatório (1968), Os índios e a civilização (1970), Maíra (1976), O mulo (1981), Utopia selvagem (1982) e Migo (1988) e O povo brasileiro – a formação e o sentido do Brasil (1995).

Queremos com esse texto, deixar um pouco de sua história registrada em nosso site e compartilhada com os nossos leitores. Para isso, vamos usar a biografia que faz parte da Coleção Educadores (publicada pelo Ministério da Educação), que traz uma bela apresentação do homem e um relato rico de sua história. A biografia completa pode ser lida aqui: Biografia de Darcy Ribeiro

Darcy RibeiroQuem foi Darcy?

Para início de conversa, Darcy não era um só, eram vários. Como a singularidade é pobre, constituía uma pluralidade de seres em apenas um. Por isso, certa vez, num discurso, comparou-se a uma cobra com várias peles (Ribeiro, 1992). Ao longo da vida vestiu várias delas, algumas ao mesmo tempo: foi pelo menos educador, antropólogo, indigenista, escritor de ficção e político.

Por dentro dessas peles, ele era singular: apaixonado por tudo o que escrevia e fazia, sonhador, orador que sacudia corações e mentes, idealista que não ficava só nos ideais, construtor de sonhos na prática. Quando falamos no seu nome, podemos nos lembrar do edificador de Centros Integrados de Educação Popular (Cieps) no Rio de Janeiro, do criador de universidades (a última das quais, a Universidade Estadual do Norte Fluminense) e do exilado que viveu longo tempo fora do Brasil.

Não era um homem comum. Até aí, como dizia Nelson Rodrigues, é o óbvio ululante. Sabia desfrutar da vida como poucos. Antropólogo afeito às diversidades, para ele a singularidade parecia pobre, enquanto a pluralidade era rica. Muito antes de Edgar Morin (2001) falar em sociodiversidade Darcy a abraçava e praticava. Provavelmente por isso, não ficou satisfeito apenas como antropólogo, escritor ou educador. Se usasse uma só dessas peles de cobra ficaria famoso. Inquieto, mexia em tudo, era um eterno buscador. Procurava sempre. Não era um intelectual que ficasse somente pensando e escrevendo. Exigia-se realizar. Por isso, se tornou educador e político. Assim, concebia a educação como caminho para a mudança, conforme lhe estava entranhado na alma e conforme o que aprendeu do “Dr. Anísio”, ou seja, o grande filósofo Anísio Teixeira, que não se contentava em  filosofar. Por isso mesmo, antes e durante a carreira de Darcy, Anísio mudou a face da educação brasileira.

Retornando do exílio, voltou à política, se é que algum dia deixou de ser político. Com a abertura e a anistia, fundou o Partido Democrático Trabalhista (PDT), com Leonel Brizola e antigos e novos companheiros. Darcy e Brizola candidataram-se a governador e vice-governador do Estado do Rio de Janeiro nas eleições diretas de 1982. Eleitos, fizeram dos Cieps a bandeira do novo governo, que passou a ser uma espécie de vitrina a atrair as pedras da oposição. Ao término do quadriênio, o governo passou aos oposicionistas, que, por uma série de razões e de não razões, desmontou como inviável a rede de Cieps. No entanto, em 1990 Brizola novamente se candidatou a governador e Darcy a senador. Ambos eleitos, em 1991 Darcy ocupou a sua cadeira no Senado Federal, em Brasília. Ele cumpria o seu mandato com dedicação, mas um cargo legislativo não era suficiente para a sua energia. Não cabia no seu gabinete, uma comprida sala retangular, onde Oscar Niemeyer, com o seu traçado numa parede, havia recordado sonhos comuns, como Brasília e a sua Universidade…”

Sua obra mais conhecida (O povo brasileiro) deu origem ao documentário “O POVO BRASILEIRO”, que teve a honra de registrar o relato do próprio Darcy, que fala de como pensou no livro, como foram suas experiências e aventuras:

Esse conteúdo é 0,5% do que foi Darcy e de suas obras! A intenção foi provocar a curiosidade em você! Agora que já está por dentro do assunto, que tal se aprofundar em suas pesquisas?😉

Por Cinthia Almeida

Precisamos falar sobre os povos indígenas do Brasil

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Para falar sobre os povos indígenas, teríamos que voltar no tempo, antes de recebermos a “incrível” visita dos Europeus. Uma postagem não seria o suficiente, afinal, os povos indígenas têm mais histórias para contar do que os brasileiros pós chegada dos Portugueses.

Começamos por destacar a importante e essencial leitura sobre a nossa história, com a indicação do livro O povo brasileiro, Darcy Ribeiro. Neste livro muitas lendas são desmistificadas, relatos sobre os povos indígenas são considerados e respeitados como obra literária e nossa origem é revelada. O leitor tem um choque de realidade e é convidado a repensar quem ele é!

Além do livro, encontramos um site interessante que fala tudo sobre o universo indígena, Mirim Povos Indígenas do Brasil, onde os dados atuais dos nossos povos estão disponíveis e diversas fontes de informação também! A UNESCO publicou um livro que aborda a história do povo indígena do Brasil, também recomendamos a leitura: O ÍNDIO BRASILEIRO: O que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje

Foto retirada do site: Índio Educa - MEKRAGNOTIRE KAYAPO

Foto retirada do site: Índio Educa – MEKRAGNOTIRE KAYAPO

Pouco se sabe ou pouco se fala em etnias indígenas, pois, popularizou-se falar povos indígenas, mas o correto é falar etnias indígenas, porque dentro da formações dos povos indígenas, existem culturas totalmente diferentes que trazem características inerentes e peculiares de cada etnia. O site Índio Educa (que é um portal feito por índios) publicou a matéria: A diferença na igualdade, onde são apresentadas as mais diversas expressões culturais das etnias indígenas, vale muito a pena navegar por esse universo multicultura!

Como dito no começo do post, muitas lendas existem acerca da cultura indígena, o site AXA – Articulação Xingu Araguaia publicou um texto abordando equívocos que são constantes quando se fala do índio: As 10 mentiras mais contadas sobre os indígenas.

Abaixo segue um vídeo muita bacana, que explica de forma breve a realidade indígena no Brasil:

A questão indígena em 4 minutos from Agência Pública on Vimeo.

Trazer o máximo de conhecimento é o objetivo do site, mas a construção do saber é infinita, ela tem apenas começo, dar continuidade à ela será sempre uma responsabilidade de cada indivíduo! Não pare por aqui e repense a questão proposta, para que possamos garantir que nossa história seja contada de forma correta e preservada!

Por Cinthia Almeida

Pensadores da Educação

O curso de Ciências Sociais têm duas vertentes: Bacharel (focado em formar o pesquisador) e Licenciatura (focado em formar o professor), em ambas os filósofos que foram pioneiros na ciência Sociologia são estudados, mas na Licenciatura, além da visão científica e social, os alunos aprendem Pedagogia, afinal, serão professores e precisam saber tudo que cerca o universo da Educação.

Assim como na Sociologia, na Educação também existem os pensadores, filósofos ou autores renomados, que fizeram suas teses, estudos, análises, livros e afins. Alguns aparecem nos dois contextos: analisando a Sociedade e analisando a Educação.

O Ministério da Educação publicou a Coleção Educadores, são 50 biografias (em PDF) de pensadores da área da Educação, são nomes importantes que devem ser lidos e estudados por todos que pretendem se aprofundar no universo educativo sendo docente ou profissional da área:

ALGUMAS BIOGRAFIAS DA COLEÇÃO EDUCADORES

Darcy RibeiroDARCY RIBEIRO – Biografia em PDF – “…Para início de conversa, Darcy não era um só, eram vários. Como a singularidade é pobre, constituía uma pluralidade de seres em apenas um. Por isso, certa vez, num discurso, comparou-se a uma cobra com várias peles (Ribeiro, 1992). Ao longo da vida vestiu várias delas, algumas ao mesmo tempo: foi pelo menos educador, antropólogo, indigenista, escritor de ficção e político. Por dentro dessas peles, ele era singular: apaixonado por tudo o que escrevia e fazia, sonhador, orador que sacudia corações e mentes…”

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DurkheimÉMILE DURKHEIM – Biografia em PDF – “…Émile Durkheim “pensou” a educação no âmbito do projeto de construção do que queria que fosse uma verdadeira ciência social. O próprio projeto inseria-se num contexto múltiplo: o meio no qual Durkheim passou sua infância, a situação histórica da França após a guerra contra a Alemanha e a derrota de 1870, o longo período de conflitos sociais e políticos por que passava seu país. Nascido em 1852, filho de um rabino, em Épinal, no leste da França, ele preferiu, desde a adolescência, abandonar a religião judaica e decidiu qual…”

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Florestan FernandesFLORESTAN FERNANDES – Biografia em PDF – “…Em 10 de agosto de 1995, a ciência social brasileira perdia um dos seus mais importantes nomes, a política nacional dava adeus a um de seus mais honrados integrantes e a educação pública do país deixava de contar com um de seus mais ardorosos defensores. Boa parte do público que leu, no dia seguinte, a notícia sobre o falecimento do intelectual Florestan Fernandes, aos 75 anos, certamente não tinha o conhecimento de sua origem familiar e social, de sua árdua luta para superar as adversidades…”

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Paulo FreirePAULO FREIRE – Biografia em PDF – “…Este exemplar da Coleção Educadores foi originalmente preparado como uma coletânea de leituras de Paulo Freire e atendia ao padrão proposto pela editora. Na organização inicial, selecionou-se para a coletânea um conjunto de textos abrangendo todas as principais etapas das andanças de Paulo Freire pelo mundo, desde as origens, no Recife, até o Chile, os Estados Unidos, a Europa, a África e, novamente, o Brasil. As leituras selecionadas possibilitavam acompanhar a rica trajetória das posições de Paulo Freire…”

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FreudSIGMUND FREUD – Biografia em PDF“…Em um ensaio publicado em 1925, intitulado Um estudo autobiográfico, Sigmund Freud nos indica, expressamente, que sua vida, sua obra e o acolhimento que estas receberam não devem jamais ser dissociadas entre si, se deseja-se compreender sua descoberta da psicanálise, ao mesmo tempo como prática terapêutica e como teoria metapsicológica. Nessa estreita ligação, um elemento irá dominar, a ponto de se constituir o verdadeiro projeto existencial: a vontade de compreender a única coisa que importa, o homem…”

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Gilberto FreyreGILBERTO FREYRE – Biografia em PDF“…Gilberto Freyre construiu uma obra que foi uma tentativa de unir conhecimento e realidade. A partir de uma abordagem original, sem curvar-se a teorias alheias ou a modismos. Não só tratou de encontrar um enfoque novo, ambicionou uma ‘ciência’ brasileira, tropical, com métodos, temas e pontos de vista próprios. Os textos que escreveu levando à prática tudo isso estão marcados por um estilo em que a vivacidade da linguagem se destaca. No entanto, não foi a partir do improviso que logrou compor os seus livros…”

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GramsciANTONIO GRAMSCI – Biografia em PDF“…Entre os intelectuais italianos que marcaram a história da Europa, numerosos são os que passaram anos de sua vida e escreveram o melhor de sua obra na prisão ou no exílio. Quanto mais seu pensamento e suas atividades contribuíam para o desenvolvimento cultural e para a educação do povo, maiores foram a repressão de sua voz e a deformação de sua mensagem. Assim como Tommaso Campanella (1568-1638) escreveu a primeira “Utopia” italiana, com o título A Cidade do Sol, durante os vinte e sete anos…”

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HegelFRIEDRICH HEGEL – Biografia em PDF“…Conforme ao uso da língua alemã, Hegel emprega o termo Bildung em sentidos vários: a ele recorre tanto nos juízos que profere sobre a natureza, sobre a sociedade e sobre a civilização (Kultur), como nos desenvolvimentos e configurações que delas apresenta. Tal conceito, portanto, se estende, passando pelos processos de maturação ética e espiritual [nisus formativus], até as formas espirituais mais elevadas da religião, da arte e da ciência, em que se manifesta o espírito de um indivíduo, de um povo…”

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OrtegaORTEGA Y GASSET – Biografia em PDF – “…Se alguma característica especial de Ortega y Gasset atrai a atenção do leitor é sua notável curiosidade. Qualquer tema ou acontecimento do seu tempo, por menor que fosse, despertava-lhe o interesse e a atenção, como fica evidente em sua abundante produção escrita. Nosso autor apresenta certos traços que o diferenciam do estereótipo que, em geral, temos do filósofo. Seu pensamento não parece oferecer a estrutura de um sistema. Com frequência, ele expõe seu pensamento em artigos de jornal…”

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PestalozziJOHANN PESTALOZZI – Biografia em PDF“…O nome de Pestalozzi é mencionado frequentemente, mas poucos o leem e continuam conhecendo muito mal tanto sua obra quanto seu pensamento: geralmente o relacionam à imagem calma “do coração maternal grande” ou do “pai dos homens pobres”, visto que Pestalozzi foi um pensador e sobretudo um apaixonado homem de ação. Pai da psicologia moderna inspirou diretamente a Fröbel e Herbart e seu nome está vinculado a todos os movimentos de reforma da educação do século XIX…”

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PiagetJEAN PIAGET – Biografia em PDF – “…A ideia de considerar o grande epistemólogo e psicólogo suíço educador poderia surpreender à primeira vista: de fato, como chamar de “educador” a Jean Piaget, que jamais exerceu esta profissão, que sempre negou considerar-se pedagogo, chegando ao ponto de declarar que “Em matéria de pedagogia, não tenho opinião” (Bringuier, 1977, p.194), e cujos escritos sobre educação3 não ultrapassam 3%4 do conjunto de sua obra? A perplexidade pode ser totalmente justificada quando se pensa exclusivamente…”

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RousseauJEAN-JACQUES ROUSSEAU – Biografia em PDF – “…Jean-Jacques Rousseau, que preferiu assumir o risco de se apresentar como um “homem de paradoxos” em lugar de permanecer como um “homem de pré-conceitos” propõe ao historiador do pensamento educacional um paradoxo fundamental: a obra cuja influência foi, sem contestação, a mais profunda e a mais durável no desenvolvimento do movimento pedagógico, a que, segundo a fórmula de Pestalozzi, marcou “o centro do movimento do antigo e do novo mundo em matéria de educação”…”

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As ilustrações desta postagem estão em suas respectivas biografias devidamente creditadas. BOA LEITURA!😉

Por Cinthia Almeida

A Ditadura Militar contada em Documentários

Mas afinal, o que foi a Ditadura Militar no Brasil? Essa é uma pergunta muito importante de ser feita e muito complexa de ser respondida.

É necessário construir o conhecimento sobre essa época (que durou mais de 20 anos) por meio da “costura” de relatos e dados que hoje temos publicados. Neste post, vamos contar por meio de documentários, mas nada dispensa uma densa leitura, sobre os mais diversos pontos questionáveis sobre o “mundo” que se criou em torno e durante a Ditadura Militar brasileira.

O Documentário O dia que durou 21 anos, mostra uma parte, de forma resumida, porém, muito impactante:

A TV Câmara publicou um documentário chamado: Contos da Resistência. Está dividido em 4 partes, trazendo relatos e dados de cada tema abordado, é a Ditadura vista por vários ângulos e meios:

Contos da Resistência – 1 – Estudantes e Igreja

Contos da Resistência – 2 – Congresso

Contos da Resistência – 3 – Artes e Imprensa

Contos da Resistência – 4 – Movimento Sindical

Os documentários relatam fatos de extrema importância para a nossa história, mas devemos ir além do que acabamos de assistir, nossos questionamentos devem surgir (quando não os temos) e permanecer, para que tempos como este fiquem cada vez mais no passado e que a luz de um novo futuro esteja cada vez mais perto do povo brasileiro. E lembre-se: assistir documentários é válido, porém, somado à leitura de bons livros e participação de debates saudáveis, é mais que válido, é essencial para a construção do seu próprio conhecimento!😉

Por Cinthia Almeida

Ensinar e Aprender Sociologia

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O curso de Ciências Sociais engloba três grandes áreas do conhecimento (Antropologia/Ciência Política) e uma delas é a Sociologia que, no curso de Licenciatura, também é abordada na visão do Professor de Sociologia do Ensino Médio.

Para entender, de forma resumida, e poder ter uma introdução ao tema, recomendamos a leitura do livro Ensinar e aprender Sociologia no ensino médio, que mostra de forma bem prática e explicativa os temores e sabores do ensinar e aprender Sociologia.

Na Parte I – CIÊNCIA NA ARTE DE ENSINAR SOCIOLOGIA – Tópico: A Sociologia como ciência (p. 36 e p. 40-44) os autores* fizeram 2 quadros explicativos que deixam o leitor muito bem informado sobre a ideia principal da ciência que estuda a sociedade e sua complexidade, além do convite para conhecer Comte (o primeiro a usar o termo Sociologia) e se aprofundar nos “três porquinhos” da Sociologia (Durkheim, Weber e Marx) que deram corpo (estrutura) e vida (conteúdo) à ciência:

FUNDADORES DA SOCIOLOGIA

Filosofos Comte Durkheim

Filosofos Weber Marx

SINOPSE DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM DURKHEIM, WEBER E MARX

Construcao Pensamento Sociologiaco 1

Construcao Pensamento Sociologiaco 2

Construcao Pensamento Sociologiaco 3

Construcao Pensamento Sociologiaco 4

Trecho do livro (p. 44): “…Embora a literatura dos manuais tenda a definir como objeto da Sociologia a vida do homem em sociedade, a estrutura social, a desigualdade social e/ou outros fenômenos, todos eles (os três porquinhos) tratam de elementos que visam caracterizar diferentes dimensões da realidade social. Assim, o objeto último e primeiro da Sociologia é a realidade dos homens aglutinados para sobreviver material e simbolicamente. A concepção da realidade das relações sociais pode constituir-se, portanto, no ponto de partida para o fazer pedagógico nas ciências sociais…”

*Autores: Maria Aparecida Bridi / Silvia Maria de Araújo / Benilde Lenzi Motin – Editora Contexto

BOA LEITURA!😉

Por Cinthia Almeida

Resenha do livro: Ensinar e aprender Sociologia no ensino médio

CAPA-ENSINAR-E-APRENDER-SOCIOLOGIA-NO-ENSINO-MEDIOAutoras: Maria Aparecida Bridi / Silvia Maria de Araújo / Benilde Lenzi Motim

INTRODUÇÃO

A obra nos leva à reflexão e o debate sobre ensinar Sociologia no ensino médio, mostrando ao leitor que não é algo simples, porém, possível. Quando falamos de Sociologia, pode-se pensar em apresentar a Sociedade aos alunos ou trazer para as salas de aula o contexto social que cerca a escola.

Ensinar Sociologia requer, primeiramente, o conhecimento científico, que mostra a Sociologia sob a ótica da Ciência, trazendo a linha do tempo dos autores que transformaram a forma de ver o mundo em ciência. Também é necessário ter a concepção conceitual de Sociedade e, por último, entender os mais diversos papéis que existem na escola e que não estão dissociados dos diversos papéis sociais.

Ao longo da leitura, veremos métodos e debates propostos pelos autores, que podem auxiliar o professor no processo da construção do conhecimento e também, na avaliação dos resultados e melhorias constantes no aprendizado e ensino da Sociologia.

RESENHA

Encontramos no capítulo: Parte I – CIÊNCIA NA ARTE DE ESNSINAR SOCIOLOGIA, os autores abordam a concepção de Ciência em si, traz a Ciência focada na Sociologia, além de mostrar como aplicar o conhecimento científico nas salas de aula, que muitas vezes é o maior desafio dos professores, que precisam trabalhar suas crenças e valores antes de adentrarem as salas e ensinarem, de forma científica, algo que faz parte do ser humano, seja ele aluno ou docente.

No capítulo: Parte II – CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO EM SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO, o foco é voltado para a relação entre o desenvolvimento e aprendizagem, com a preocupação da construção do conhecimento em Sociologia e sua aprendizagem significativa, trazendo a questão para a seleção dos conteúdos, as tarefas do professor e o processo, como um todo, que se dá na construção do conhecimento, que pode ser confuso e complexo se não for bem elaborado e aplicado.

Já no capítulo: Parte III – TEMPO DE MUDANÇAS E MUDANÇAS NA ESCOLA: A DIALÉTICA POR METODOLOGIA, o debate acontece no campo das mudanças, retrata situações atuais e provoca o leitor a pensar em melhorias e possíveis mudanças, visando sempre o desenvolvimento cognitivo e aprimoramento dos métodos aplicados em sala de aula. Também é questionado o papel da escola e da Sociologia diante de um cenário incerto e instável, incluindo a discussão sobre a indisciplina que predomina em sala de aula. A Dialética é trazida como metodologia do ensino-aprendizagem, proporcionando mais abertura e flexibilidade.

Por fim, no capítulo: Parte IV – COMO TRABALHAR A SOCIOLOGIA NO ENSINO MÉDIO, traz os detalhes finais, porém, tão importantes quanto à discussão sobre ensinar a ciência ou a concepção social da Sociologia, como as estratégias metodológicas e avaliativas, que devem ser usadas para conhecer e desenvolver as habilidades cognitivas, fazer uma avaliação diagnóstica, contínua e cumulativa, além de abordar a importância de ler e estudar Sociologia, com orientações de como o aluno e o professor podem desenvolver uma leitura produtiva sobre Sociologia. Mostra esquemas de aula, como estimular a participação do aluno, promover debates e seminários, desenvolvimento da escrita, da pesquisa científica dentre outras formas de elaborar as aulas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A leitura da obra é de extrema importância para o futuro docente, pois traz um manual completo, baseado em conceitos e autores renomados na área, desenvolve o tema foco, que é a Sociologia, em vários setores do ensino, uma vez que, a Sociologia não é apenas uma disciplina, como dito na resenha dos capítulos, ela está diretamente ligada ao cotidiano de todas as pessoas que fazem parte do sistema de ensino, logo, não é tão simples de ensinar e muitas vezes, se torna complexo de aprender.

A Sociologia traz a realidade contextual para as salas de aula e leva para a comunidade temas levantados dentro da escola, convida os pais a participarem efetivamente no desenvolvimento de aprendizagem dos filhos e leva o corpo docente a mudar o olhar diante da comunidade que se encontra, por conta disso, saber o que se diz, como se diz, saber o objetivo que se quer alcançar com a Sociologia, e como vai realizar esse feito, são direções que devemos ter em mente, da forma mais clara possível, para que não tenhamos dificuldades em lidar com situações dramáticas e até mesmo tristes, e sejamos o suporte dos nossos alunos, no sentido de acreditar que se pode ir aonde se quer chegar, mesmo quando o cenário social nos diz o contrário.

Resenha desenvolvida pela aluna: Cinthia Silva Almeida do curso Ciências Sociais – Licenciatura / 3º semestre 2016

Exposição Memorial da Resistência

resistir e lembrar

Falar da Ditadura Militar que aconteceu no Brasil, 1964 a 1985, requer muito mais do que uma postagem ou duas ou três horas de explicação. Tantas coisas ruins aconteceram, viver sob um regime autoritário e ditador não pode trazer nada de bom, nem a falsa sensação de ordem e segurança.

Simbolo da Resistencia

Símbolo da Resistência

A Ditadura matou e torturou muitas pessoas, deixou o país no comando dos militares e sua onda de medo e opressão. Todos os fatos históricos viram fatos ou ficam registrados porque marcaram vidas e a própria história. Muitos desses fatos vão se perdendo na memória humana, mas nunca serão esquecidos pela memória histórica.

Lugares, símbolos, canções, cores, histórias de vidas, são maneiras que o ser humano encontrou para não esquecer seus heróis e nem perder de vista os seus vilões. O prédio que hoje é conhecido por Estação Pinacoteca, foi um dos lugares usados para torturar e matar pessoas suspeitas de serem contraversores ou subversivos, e para que esse momento tão doloroso para a história do Brasil não seja apagado da memória, o mesmo lugar que torturou e matou, hoje abriga a exposição Memorial da Resistência, que traz uma ampla explicação de fatos e dados, além de relatos de sobreviventes, nomes dos mortos e desaparecidos, e réplicas das celas que existiam naquele lugar.

Uma exposição que dói, que causa aflição, tristeza, porém, necessária para deixar viva a lembrança de algo que ainda podemos viver, mesmo achando que o ser humano “evoluiu” e que o Brasil “progrediu”. A recomendação é mais do que cultural, é essencial para se sentir mais próximo do que foram os 20 anos de sangue, dor e lágrimas.

SERVIÇO:

Memorial da Resistência de São Paulo

Largo General Osório, 66 – São Paulo, SP
Tel. 55 11 3335-4990
Aberto de quarta a segunda
(Fechado às terças)
Entrada Gratuita

GALERIA DE FOTOS

VEJA UMA PARTE DA EXPOSIÇÃO:

Por Cinthia Almeida